Gestão feminina avança nas empresas.
Às vésperas do 8 de março, o protagonismo feminino reconfigura o ambiente de negócios. Apresentamos perfis de lideranças que, em diferentes setores, superam barreiras estruturais e impulsionam culturas organizacionais mais eficientes e inclusivas.
A proximidade do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, propicia uma análise necessária sobre a evolução da presença feminina em postos de comando. Embora os indicadores de escolaridade e participação nas empresas sejam crescentes, o acesso aos cargos de alta decisão ainda apresenta desafios estruturais. Contudo, o cenário atual é impulsionado por executivas e empreendedoras que, por meio de competência e visão estratégica, consolidam novos espaços de influência.
A seguir, apresentamos perfis que exemplificam essa transição e o impacto da liderança feminina em diferentes setores:
Do corporativo ao empreendedorismo consciente
Após uma carreira sólida na L’Oréal Brasil, Kátia Silva redirecionou sua experiência para o empreendedorismo com a fundação da Águas de Ipanema. A marca de cosméticos naturais é o reflexo de uma gestão voltada à sustentabilidade e ao bem-estar. Hoje, Kátia é reconhecida por unir inovação tecnológica a um propósito pessoal, tornando-se referência na transição de executiva de grandes corporações para a liderança de negócios próprios no setor de beleza.
Cultura inclusiva e valorização da diversidade
No Grupo CVLB (unindo Casa & Video e Le biscuit), Márcia Lassance, Diretora de Gente & Gestão, atua na vanguarda das políticas de equidade. Sua trajetória — marcada por uma promoção estratégica logo após o retorno de sua licença — simboliza a cultura de valorização que a executiva busca disseminar. Para Márcia, a igualdade de gênero não é apenas um compromisso social, mas um pilar estratégico indispensável para o crescimento sustentável das organizações.
Liderança social e gestão de impacto
À frente do Instituto Ronald McDonald, Bianca Provedel comanda uma operação nacional de suporte à oncologia pediátrica. Sua gestão é pautada pela articulação entre o poder público, iniciativa privada e sociedade civil. Sob seu comando, a instituição otimizou investimentos e fortaleceu métricas de impacto social, provando que, no terceiro setor, a eficiência operacional deve caminhar lado a lado com o propósito humanitário.
Humanização e desenvolvimento humano em foco
Com duas décadas de atuação em Recursos Humanos, Alba Eiras de França lidera a área de Pessoas e Comunicação na Lundbeck Brasil. Sua filosofia de gestão prioriza ambientes colaborativos, pautados pela autonomia e pelo crescimento mútuo das equipes. Para a executiva, o sucesso de uma estratégia empresarial é indissociável do impacto positivo gerado no capital humano e na manutenção de um ambiente de trabalho justo.
O avanço feminino na indústria farmacêutica
Roberta Carlini, Diretora de Pessoas & Futuro da MedQuímica, representa a crescente influência feminina em setores técnicos e industriais. Sua atuação foca na construção de culturas organizacionais que equilibram performance e ética. Carlini defende que a presença de mulheres em esferas de decisão estratégica é um catalisador para a inovação e melhora substancialmente os resultados sociais e corporativos.
Diversidade em setores de alta tecnologia
A trajetória de Cristiane Pereira, gerente de marketing e comunicação da Abdan, evidencia o avanço feminino em segmentos historicamente masculinos, como o nuclear. Sua presença na Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares reforça o compromisso da entidade com a diversidade. Para Cristiane, a inclusão de mulheres em áreas de energia é fundamental para garantir a sustentabilidade e a inovação tecnológica necessárias ao setor.
Fonte: Contadores.CNT


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