O que sua empresa precisa fazer agora sobre a Reforma Tributária?

O benefício da antecipação para as empresas e a análise do efeito da Reforma sobre a atração de investidores internacionais.

Com o avanço da Reforma Tributária no Brasil, que visa simplificar o sistema fiscal com a adoção de um modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), empresas nacionais e estrangeiras enfrentam a necessidade de um planejamento estratégico aprofundado.

Embora o período de transição e implementação do novo sistema deva se estender até 2032, a recomendação de especialistas é a antecipação. Segundo Maurício Catâneo, Managing Director e Country Head da TMF Group no Brasil, as organizações devem começar a se adaptar agora para mitigar possíveis impactos nos negócios.

“Apesar de não ter sido aprovada ainda, já há muitos pontos conhecidos que podem ser trabalhados. As empresas que iniciarem essa adaptação agora estarão mais preparadas para lidar com a revisão estrutural que o novo modelo exigirá”, afirma Catâneo.

A TMF Group observa que a simplificação e a transparência são cruciais. O Brasil, que já ocupou a primeira posição no Índice Global de Complexidade de Negócios (GBCI) da TMF Group em 2022, tem melhorado sua posição graças à implantação de tecnologia para monitoramento e conformidade. Qualquer esforço para reduzir a burocracia com a nova legislação impulsionará ainda mais o país em futuros indicadores.

Para auxiliar neste processo de adequação, o especialista da TMF Group elaborou um conjunto de dicas essenciais.

1. Mapeamento do impacto em produtos e operações

O primeiro passo para empresas que operam em um ou múltiplos estados é realizar um levantamento detalhado de como a Reforma afetará seus produtos, serviços e margens de lucro.

Ao entender as exigências do novo IVA sobre a logística e a estrutura de preços atual, as empresas conseguirão:

  • Avaliar as diferenças e os impactos iniciais do novo modelo.
  • Reestruturar as operações de forma a garantir a conformidade fiscal em tempo hábil.
  • Manter a fluidez dos fluxos de trabalho internos e das vendas.

Para empresas estrangeiras ou aquelas que planejam ingressar no mercado brasileiro, é fundamental avaliar cuidadosamente as novas obrigações para adaptar os modelos de negócios, minimizando riscos. A redução da burocracia interna, promovida pela Reforma, é vista como um fator que incentiva o Investimento Estrangeiro Direto (IED) e beneficia o desenvolvimento local.

2. Investimento em tecnologia e automação fiscal

A atualização dos sistemas de gestão (ERP) e a adoção de ferramentas de automação tributária são cruciais. A digitalização permite:

  • Redução de Erros: Automatizar cálculos e processos minimiza a margem de erro humano.
  • Eficiência: Aumenta a velocidade e a precisão do acompanhamento das mudanças fiscais.
  • Simulação de Cenários: Possibilita simular os impactos fiscais antes da vigência plena das novas regras.
  • Transparência: Facilita a prestação de contas a auditores e parceiros de negócios.

Embora o esforço inicial de implementação tecnológica seja significativo, os ganhos em eficiência e controle operacional após a adequação são notáveis, beneficiando setores como construção civil e serviços.

3. Busca por suporte consultivo especializado

A unificação de impostos em um modelo IVA, embora vise simplificar e trazer maior transparência, uniformidade e previsibilidade, representa uma mudança estrutural e inédita para a maior parte do mercado brasileiro.

A experiência em países que já adotam o IVA é útil, mas a implementação no Brasil traz especificidades que exigem atenção especializada.

Atenção à Transição: “Ainda que traga menor risco regulatório e mais clareza sobre obrigações fiscais, a transição tributária exige atenção. Para evitar prejuízos, as empresas devem garantir que todos os departamentos internos estejam em conformidade, e somente o suporte especializado garantirá que não haja pontas soltas em toda a cadeia de produção durante o processo de mudança,” conclui Maurício Catâneo.

O apoio consultivo é vital para garantir que a adequação não apenas atenda aos requisitos legais, mas também otimize a estrutura de custos e a gestão de riscos durante todo o complexo processo de transição.

Fonte: Portal Contábeis

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